segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bem.


Bem Devagar

Caetano Veloso

Composição: Gilberto Gil

Sem correr
Bem devagar
A felicidade voltou para mim
Sem perceber
Sem suspeitar
O meu coração deixou você surgir
E como o despertar depois de um sonho mau
Eu vi o amor sorrindo em seu olhar
E a beleza da ternura de sentir você
Chegou sem correr
Bem devagar
Amor velho que se perde Sai correndo para outro ninho
Amor novo que se ganha
Vem sem pressa, vem mansinho.


sábado, 4 de setembro de 2010


"Hoje viver me dói feito uma bofetada!"

terça-feira, 2 de março de 2010


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Um pouco de Clarice Lispector.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


O Amor é brega e eu quero um.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De Verdade


Sinceramente eu não gosto de vir aqui e postar algo... só tenho tempo quando não estou tão inteira... confesso que não fui inteira nessa colocação, pq se eu postasse baseada realmente sobre essa alegação, aqui haveria de ter umas 300 postagens, melancólicas, deprê e tal...( acho que estou ficando grandinha estou aprendendo a guardar pra mim as minhas coisas... como dizia o Quintana "o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso." ) a verdade é que estou sem vontade de me revelar , sem querer, tô meio sem querer sem vontade de tudo... ressaltando que esse negócio de querer dar um trabalho doido, mas ficar sem ele é meio vazio, ah, moça pare com isso. Uma dia tudo passa... amém.






Bom descanso.

domingo, 23 de agosto de 2009


Vai mudar?

domingo, 2 de agosto de 2009


Mais um ano se passou
E nem sequer ouvi falar seu nome,
a lua e euCaminhando pela estrada
Eu olho em volta e só vejo pegadas
Mas não são as suas eu sei,
Eu sei, eu sei
O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu
Quando olho no espelho
Estou ficando velho e acabado

Procuro encontrarnão sei onde está você
Você você....o


Vento faz eu lembrar você


As folhas caem mortas como eu...


"Ai, a solidão vai acabar comigo
Ai, eu já nem sei o que faço e o que digo
Vivendo na esperança de encontrar
Um dia um amor sem sofrimento
Vivendo para o sonho de esperar
Alguém que ponha fim ao meu tormento
Eu quero qualquer coisa verdadeira
Um amor, uma saudade,
Uma lágrima, um amigo
Ai, a solidão vai acabar comigo. "

domingo, 26 de julho de 2009


Resposta ao Tempo
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos

Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempoRecordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

segunda-feira, 6 de julho de 2009


Cansada!
Cansada do sol que pela manhã insiste em me fazer ser, estar, existir. Cansada de querer, de esperar, de criar. Estou cansada, cansada de falsos amores, falsos beijos, abraços vazios. Ah, hoje não, hoje estou cansada cansada demais para acreditar, para querer, para esperar. Quero deitar, e estou cansada de não achar o jeito certo de dormir e ter belos sonhos, ( onde estão os meus sonhos, será que o sol os espantou ?!) cansada, exausta. O meu melhor se um dia o tive só vento o conheceu, e agora estou levando o de volta a mim, somente a mim, só eu o terei , somente eu louvarei a mim, só eu mereço me ter.

A luz está acesa a espera de alguém , estou indo desligá-la.


Confissão

Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto

terça-feira, 30 de junho de 2009


Meu saco de ilusões,
bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!

Como um cego,
grita a gente:
"Felicidade, onde estás?"
Ou vai-nos andando à frente...
Ou ficou lá para trás...

domingo, 14 de junho de 2009

Que merda de vida é essa a minha...!!!!

domingo, 31 de maio de 2009


"O coração, se pudesse pensar, pararia."


"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do
abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma
prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis,
porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao
que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao
que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até
mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e
canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que
me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro
dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se
não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Seguindo.

sábado, 9 de maio de 2009



" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."

Mario Quintana

Noite sem luar
Paulinho Pedra Azul

Vi no horizonte azul a tarde desmaiar
E a noite aproximar
Enchendo de tristeza a solidão do mar
Roubando à natureza a luz crepuscular
E à sós no meu jardim cismava a divisar
Na noite sem luar
A vela que singrando
O oceano imenso
Levava para o além o meu querido bem
Foi que então veio a saudade e eu chorei
Depois com lágrimas nos olhos eu jurei
Jamais prender-me por amor
No cárcere cruel da dor.

quinta-feira, 30 de abril de 2009



Pra Rua Me Levar


Ana Carolina


Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy


Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você


É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

segunda-feira, 27 de abril de 2009


“Gosto da tristeza para me tocar “ adoro essa frase, pois a sinto, porém o hoje passaria tranquilamente sem que eu a sentisse, estou meio lá meio aqui, meio no vai e no fica, confesso estou por inteira perdida, estou como flor que o outono murcha e suas pétalas são arrancadas pelo vento e levada sem destino certo, ( que romântico, ). O ciclo da natureza é fantástico pena que nós sempre estamos “ocupados” demais para observamos, por exemplo, a estação do outono ( que é a minha estação preferida) , pela sua significância não que as outras não o seja, mas essa em especial é o momento que a natureza se resguarda para renascer novamente fascinante , é o tempo em que ela guarda suas forças, suas seivas, suas flores, frutos, para que depois de três meses reviva radiante, cheia de vida, cheiros, flores, frutos, aconchegando seus filhos, escondendo os pequenos animais de predadores , singelezas tão significantes e por serem singelezas quase que passam desapercebidas. Sempre que me refiro a palavra Singeleza sinto algo muito bom, iria continua a escrever aqui sobre os dramas que ultimamente são acontecimentos na minha vida, mas diante dessa palavra, não o farei , pois, ao longo da vida muitas coisas são distorcidas, o que deveria fazer a vida valer a pena, nos é transmitido como algo ínfimo e acabamos que sempre insatisfeitos, sentimos solidão com freqüência ( um amigo escritor em uma belo dia quando eu me encontrava reclamando do meu estado... ele me falou “ moça, não se sinta assim, pois nunca estamos sós , olhe para o lado quanta vida, vamos dar um sorriso, dá boas vindas, ás vidas que estão aí ao seu lado lhe fazendo companhia “ ás vezes eu esqueço disso que o Eduardo Borges disse-me. Ah! “Às vezes” quantas coisas eu esqueço, e quantas ainda encontram-se na fila de espera para serem esquecidas. ). Aqui estou eu, menina mulher com suas crises, suas lágrimas, sorrisos, vontades, sonhos , todos saindo pelos poros, a flor da pele. Posso ficar meio down só por hoje, sabe o amanhã , sim, esse que é depois de hoje, o futuro do hoje, esse mesmo, tentarei fazer com que a existência dele seja diferente do hoje , tentarei fazer com que nesse mesmo horário eu esteja me sentindo como sei que sou Grande, tranqüila , satisfeita , feliz.





( Sempre me perco, mas tudo um dia foi “nunca antes” tudo um dia não existiu, os caminhos errados sempre trazem algo de bom. )