
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
De Verdade

Sinceramente eu não gosto de vir aqui e postar algo... só tenho tempo quando não estou tão inteira... confesso que não fui inteira nessa colocação, pq se eu postasse baseada realmente sobre essa alegação, aqui haveria de ter umas 300 postagens, melancólicas, deprê e tal...( acho que estou ficando grandinha estou aprendendo a guardar pra mim as minhas coisas... como dizia o Quintana "o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso." ) a verdade é que estou sem vontade de me revelar , sem querer, tô meio sem querer sem vontade de tudo... ressaltando que esse negócio de querer dar um trabalho doido, mas ficar sem ele é meio vazio, ah, moça pare com isso. Uma dia tudo passa... amém.
Bom descanso.
domingo, 23 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009

Mais um ano se passou
E nem sequer ouvi falar seu nome,
a lua e euCaminhando pela estrada
Eu olho em volta e só vejo pegadas
Mas não são as suas eu sei,
Eu sei, eu sei
O vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu
Quando olho no espelho
Estou ficando velho e acabado
Procuro encontrarnão sei onde está você
Você você....o
Vento faz eu lembrar você
As folhas caem mortas como eu...

"Ai, a solidão vai acabar comigo
Ai, eu já nem sei o que faço e o que digo
Vivendo na esperança de encontrar
Um dia um amor sem sofrimento
Vivendo para o sonho de esperar
Alguém que ponha fim ao meu tormento
Eu quero qualquer coisa verdadeira
Um amor, uma saudade,
Uma lágrima, um amigo
Ai, a solidão vai acabar comigo. "
domingo, 26 de julho de 2009

Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempoRecordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cansada do sol que pela manhã insiste em me fazer ser, estar, existir. Cansada de querer, de esperar, de criar. Estou cansada, cansada de falsos amores, falsos beijos, abraços vazios. Ah, hoje não, hoje estou cansada cansada demais para acreditar, para querer, para esperar. Quero deitar, e estou cansada de não achar o jeito certo de dormir e ter belos sonhos, ( onde estão os meus sonhos, será que o sol os espantou ?!) cansada, exausta. O meu melhor se um dia o tive só vento o conheceu, e agora estou levando o de volta a mim, somente a mim, só eu o terei , somente eu louvarei a mim, só eu mereço me ter.
A luz está acesa a espera de alguém , estou indo desligá-la.
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do
abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma
prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis,
porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao
que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao
que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até
mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e
canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que
me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro
dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se
não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."
segunda-feira, 18 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009

" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."

Paulinho Pedra Azul
Vi no horizonte azul a tarde desmaiar
E a noite aproximar
Enchendo de tristeza a solidão do mar
Roubando à natureza a luz crepuscular
E à sós no meu jardim cismava a divisar
Na noite sem luar
A vela que singrando
O oceano imenso
Levava para o além o meu querido bem
Foi que então veio a saudade e eu chorei
Depois com lágrimas nos olhos eu jurei
Jamais prender-me por amor
No cárcere cruel da dor.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Pra Rua Me Levar
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
segunda-feira, 27 de abril de 2009

( Sempre me perco, mas tudo um dia foi “nunca antes” tudo um dia não existiu, os caminhos errados sempre trazem algo de bom. )
segunda-feira, 20 de abril de 2009

faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos,
faz de conta que uma veia não se abrira e
faz de conta que sangue escarlate não estava em silêncio branco escorrendo e que ela não estivesse pálida de morte,
estava pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade,
precisava no meio do faz-de-conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz-de-conta verde cintilante de olhos que vêem,
faz de conta que ela amava e era amada,
faz de conta que não precisava morrer de saudade,
faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus,
faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte,
faz de conta que ela não ficava de braços caídos quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio,
faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de marinheiros que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua,
faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos da gratidão mais límpida, faz de conta que tudo o que tinha não era de faz-de-conta,
faz de conta que se descontraíra o peito e a luz dourada a guiava pela floresta de açudes e tranqüilidade,
faz de conta que ela não era lunar,
faz de conta que ela não estava chorando.
( Clarice Lispector )
domingo, 22 de março de 2009

Joguei a você o óbvio e você voou
Com isto nas suas costas, um nome na sua lembrança
atirado entre milhões iguais
Difícil não se sentir apenas um pouco desapontado
e passado pra trás
Quando eu vi através de você
para ver você nua e esquecida
e você não me vê.
Mas eu joguei a você o óbvio
apenas para ver se há algo mais atrás dos olhos
de um anjo caído,os olhos e uma tragédia
Aqui estou eu esperando só um pouco
demasiado do ferido
Mas eu vejo através de tudo isto, vejo além e vejo você
Porque eu joguei a você o óbvio
para ver o que ocorre atrás dos olhos
de um anjo caído,olhos de uma tragédia
Oh bem. Aparentemente nada
Aparentemente nada por completo
Você não me vê
Você não me vê por completo.
sexta-feira, 20 de março de 2009

Qual a origem do nome Glaucia: LATIM
Significado de Glaucia
Qual o significado do nome Glaucia: NOME DE FLOR. ( A flor da foto )
Significado e origem do nome glaucia - Analise da Primeira Letra do Nome: G
Muito sério, e com grande honestidade no meio profissional, busca a perfeição em tudo e se aborrece quando as coisas não saem conforme o planejado. Reflete muito antes de agir, e quando toma uma decisão é capaz de mergulhar de cabeça no que está fazendo e esquecer todo o resto à sua volta. Se atrai por assuntos ligados a saúde, e se adaptaria muito bem ao trabalhar nessa área. Sua impaciência, pode leva-lo a um estresse facilmente.
Significado do nome Glaucia - Sua marca no mundo!
RESERVADA,EQUILÍBRIO,CONFIABILIDADE,PERSPICÁCIA,ESPÍRITO ANALÍTICO
Passa a impressão de uma pessoa muito inteligente e intuitiva, desde muito cedo é notória sua vocação por atividades intelectuais. Não se atrai por atividades desgastantes e de esforço fisico. Na maturidade demonstra ter a vida sob controle. Alguém que valoriza a espiritualidade. Sempre envolvida com seus pensamentos pode passar a impressão de solitária. Séria, não aceita intimidades ou brincadeiras inoportunas. Bastente reservada, torna-se dificil ter sua confiança, e guarda seus segredos sempre para si. Não se familiariza com encontros sociais, prefere sempre atividades que exijam concentração. Fala pouco, e evita comentários óbvios, nunca age com a intenção de impressionar, por isso só participa de conversas quando está embasada de sua observação e cuidadosa analise. Preocupa-se com o conteúdo e nunca com a forma. Esta postura tende a isola-la do mundo, pois dificilmente confia na ajuda de alguém, a maneira de ser bem compreendido e aproveitar os aspectos positivos da personalidade é controlar o egoismo e buscar abrir-se mais ao mundo.
Glaucia Significado - Numerologia - Expressão 9
COMO O MUNDO TE VÊ?
Tolerante e compreensivo, uma pessoa muito amorosa e generosa. Ajuda as pessoas sem esperar nada em troca. Por compreender a natureza humana, sabe perdoar. Precisa de liberdade para expressar suas emoções e usar sua intuição no trabalho. Atrai as pessoa em busca de compaixão e generosidade, e elas as encontra em você. Ser impessoal é importante para não sofrer grandes perdas quando se exige poder, posses ou mesmo amor. Não deixe sua popularidade virar a sua cabeça. Tem amplos horizontes, já que não gosta de confinamento em lugares pequenos ou ficar preso a situações sem que não tragam expectativas. Pode ser professor, escritor, médico, enfermeiro, advogado, pregador, filantropo, pensador humanitário, orador, pintor, músico, compositor, conselheiro, juiz, importador, ator dramático. Aprenda a evitar a crueldade, os esforços voltados aos ganhos pessoais e o excesso de sentimentalismo.
glaucia Significado - Numerologia - Impressões 4
COMO VOCÊ VÊ O MUNDO?
São muito trabalhadores, sólidos, competentes e agem com praticidade. Buscam sempre a proteger o bem estar da sua família. Muitos ordeiros e disciplinados, são também reconhecidos por sua honestidade. Novas oportunidades as vezes demoram a surgir para estas pessoas, e até por isso costumam se estabelecer quando encontram uma situação confortável na vida. Colocam seu trabalho à frente do lazer e por isso tendem a ter dificuldade de relaxar e aproveitar a vida. Dão grande importância ao tempo quando planejam ou constroem. É de se reconhecer que sua paciência e determinação trazem mais resultados do que seus impulsos. Aprendem com os próprios erros e suportam melhor a pressão física e mental do que a maioria das pessoas. Procuram amigos com interesses semelhantes, por isso não são muito sociáveis. Geralmente trabalham para si mesmas, pois não gostam de receber ordens, quando muito atuam como administradores ou gerentes, pois preferem dar as ordens. São em geral proprietários de seus negócios, ou então são aqueles que os gerenciam. Autoritarismo, presunção, dominação ou mania de exatidão, são fatores negativos deste número. Quando são reprimidos por algo tornam-se tristes, ressentidos e limitados. Obter sucesso na vida é fácil quando colocam em prática suas próprias idéias e realizam seus próprios planos.
glaucia Significado - Numerologia - Anseios da Alma 5
ANIMA - O QUE MOVE VOCÊ?
Alguém que anseia por mudanças, aventuras, viagens, busca tudo que seja novo, excitante e inesperado. Sente-se inquieto e impaciente devido ao seu sonho de liberdade pessoal e tem forte determinação em não permitir regulem sua vida. Não gosta d erotina em seu cotidiano, muito menos responsabilidades e trabalho árduo e braçal, ou mesmo as regras. Sempre faz muitas coisas ao mesmo tempo, e com isso tende a desperdiçar energia, tempo e dinheiro. Intelectualista, gosta de estar informado sobre as últimas novidades. Possue uma imensa capacidade de se adaptar a todo tipo de situação e lugar, por isso sente-se bem saindo pelo mundo em aventuras e conhecendo novos povos e culturas.
P.s Não iluda-se.rsrsrsr
sexta-feira, 6 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir, tocar no mundo.O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando”. Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo. "
( Clarice Lispector )
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!
Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos - Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.
Verbalismo... Sim, verbalismo... Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...
Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto. Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!
(Passageira que viajas tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano, Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto?
Que foi isto a vida?)
Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E estremece, no mesmo movimento que o da terra,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino."
( Fernando Pessoa )
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

(Hora de delírio)
"Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem.
Tu és o termo
De dou fantasmas que a existência formam,- Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,Amiga morte, vem.
Tu és o nada,Tu és a ausência das noções da vida.
Do prazer que nos custa a dor passada.
Pensamento gentil de paz eterna,Amiga morte, vem.
Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.
Nunca temi sua destra,
Não sou o vulgo profano:Nunca pensei que teu braço Brande um punhal sobr' humano.
Nunca julguei-te em meus sonhos
Um esqueleto mirrado:Nunca dei-te, p' ra voares,Terrível ginete alado.
Nunca te dei uma foice Dura, fina e recurvada;Nunca chamei-te inimiga,Ímpia, cruel, ou culpada.
Amei-te sempre: - e pertencer-te quero Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra, - esse elemento
Que não se sente dos vaivens da sorte.
Para tua hecatombe de um segundo
Não falta alguém? - Preenche-a comigo.
Leva-me à região da paz horrenda,
( Junqueira Freire )
Vi dois mundos hoje o da cadeira e o do mar*... não vou estender essa percepção louca minha...
Fechei os meus olhos por um longo tempo com a intenção de dormir, ficar inconsciente, anestesiada e não consegui... estou sentindo uns calafrios e meio dormente, eu estou com medo... queria muito um abraço protetor da minha mãe ou do meu pai, queria me sentir amada como sou... mas tudo bem, um dia terá que ficar.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz. "
( Charles Chaplin )
Acordei meio inquieta e demorei levantar da cama, mas por motivo de força maior precisei sair de casa... andei por entre as pessoas e não vi os rostos estava apatica demais para observar ao meu redor... e o dia continuou e cumprir com a minha rotina... vi nos olhos da minha mãe a sua insatisfação para comigo... definitivamente não sou a filha que ela deseja e merece, fisicamente e psicologicamente... sou pequena demais ela merecia ter uma filha melhor que eu...! ( sentir vontade de chorar, mas nem o fiz , guardei aqui dentro para mim mesma ) e depois de um ano e oito meses eu nunca desejei tanto ter a minha outra metade da consciência... perto para conversar , brigar, ouvir música , compartilhar vontades e sonhos loucos, ficar em silêncio, me sentir plena, me sentir grande. Sinto tanto a falta dessa pessoa, ( posso reclamar por estar chovendo ou agradecer as águas por lavarem a poluição - Charles Chaplin ) encontrei quem eu vim ver... mas o vento levou...!!
" Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. "
( Fernando Pessoa )
terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Cartola
A Côr da Esperança Amanhã,
A tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade.
E no canto de amor assim,
Sempre vão surgir em mim, novas fantasias,
Sinto vibrando no ar,
E sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...Sentou-se ...e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Gloria,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo tão sozinho aquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali a sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se ate não morreu feliz: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância! "
( Mario Quintana )
P.s não sei ao certo, porque postei esse poema... há um bom tempo que não o lia, e acho ele de uma sutileza magnifica, " ele fugiu... Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância! " Lindo. :-)
P.s ² E a foto, ow foto que adoro, pena que por problemas no meu maravilhoso pc, perdi a " original " , essa está cortada. :'(
domingo, 25 de janeiro de 2009

Mentira
Palavra que tem um certo impacto, por que será?! será que é medo que temos dela, medo de estar no estado de vitima, estado esse tão desconfortável ( falo por experiência ). Mas o que leva alguém a mentir? li essa frase uma vez não lembro onde que dizia " a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer " ou algo parecido, torna ela menos feia rsrs, humm, mas retomando o que leva alguém a mentir ? seria, necessidade, algumas vezes dizemos que temos essa necessidade, mas no fundo o nosso egoísmo e vaidade, é que nos impede da verdade, temos medo de sermos contrariados, medo de perder... então poderíamos dizer a mentira surge da covardia, comodismos, crueldade, fraqueza... várias proposições podem surgir afinal ela surge de mentes humanas e as mentes são mundos particulares que cada um de nós temos. Só sei de fato que uma mentira alimentada se torna um monstro e esse monstro dilacera a vitima, e o tempo para se tornar a recompor pode ser longo, porque uma mentira bem posta, derruba até o mais frio coração... e são esses corações que mais demoram a se recompor.
Eita, besteirol nordestino riririri , só falta do que fazer, me vem essas viagens... só sei que essa danada em prática dói um bocado!
sábado, 24 de janeiro de 2009

quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada, com uma alma intensa,
violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudade… sei lá de quê! "
( Florbela Espanca )

Sentimentos esses tão incertos que acabaram a torna-se incolor a mim...
Mais um dia e a mesma pergunta, " tudo bem?" e a mesma resposta, já pré-determinada que já
está até pré-escrita " sim, está tudo bem ",afinal, como dizia o Quintana "o pior dos nossos
problemas é que ninguém tem nada com isso. " não poderia dizer a verdade, pois perguntam e
não querem saber e há reciprocidade por minha parte, pergunto e não quero saber... sou egoísta
demais para me ocupar com os problemas dos outros, me ensinaram isso.
Os dias estão prosseguindo, como tem que ser como é a lei da vida, ah, a vida como pode ser
assim tão complexa e eu sou tão simples acabo me perdendo nela, não sei direito como
agir, espero aprender logo a lidar com você quem sabe até domesticá-la rsrss. O inquieto é o fato de
cada vez vejo o desejado ( sentir mais profundo, tranquilidade, paz )... mais longe, acho que no fundo nem desejo mais, perdi o querer, por
alguma trilha, que só me atrasou. Finjo querer para
que as horas fiquem menos vazias, ah, as horas moças danadas impiedosas tornam a vida dura...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Zélia Duncan
Se você não se distrai, o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade
E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade
Se você não se distrai, a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce
A paixão vira peste
O abraço, armadilha
Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser
Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não rí de você mesmo
A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade
...
Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Olhando o céu, chutando lata
Hoje eu quero encontrar você
terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Trilha de folhas caídas,
Pelo outono vencidas,
Que acolhem meus pensamentos,
São os caminhos de agora,
Sem as delícias de outrora,
Onde sigo a passos lentos...
Na trilha das folhas mortas
Minha alma bate às portas
Da crença e da esperança...
Agarra-se, agonizante,
Ao desejo de um instante
Deter o fim que avança...
Na trilha das ilusões
Despedacei corações,
Mas perdi muitos também...
Ficou a melancolia
Que invade e inebria
Esse fatal vai-e-vem...
Ilusões, folhas caídas,
Chances válidas, perdidas,
Apelos da mocidade...
As lembranças andarilhas
Vão pisando pelas trilhas
Da inevitável saudade!
( Oriza )